Acordei pela manhã e vesti a roupa como de costume para
fazer o que eu precisava fazer. Hoje o dia estava com cara de que ficaria
nublado, mas acabou aparecendo um solzinho gostoso. Me senti mais comunicativa
hoje do que na maioria dos dias.
Enquanto trabalhava ouvi meu colega atender a ligação de
sua esposa e após desligar comentava com outro colega o quanto sua mulher era
importante para ele e como ela fazia a diferença na vida dele e o porque ele a
amava depois de tantos anos dizendo que se fosse uma outra qualquer
sinceramente não se importaria, mas ela se importava. Isso me encheu o coração
de um sentimento tão gostoso que não consigo decifrar.
Quando estava voltando para casa atravessei a rua enquanto
um homem parado dentro de seu carro escutava rap em seu som automotivo e
esperava a fila de carros a sua frente andar. Vi um motoqueiro que subiu em
cima da calçada e se pôs a andar sobre ela no momento fiquei com uma mistura de
pensamentos sobre o que ele iria fazer que estava cortando caminho por cima
desta calçada. Pensei que pudesse estar com pressa e por isso tinha pegado um
atalho, mas foi então que o vi entregar uma espécie de marmita a um dos
vendedores dos camelos ambulantes aqui da cidade que estava também sobre a
calçada. Acreditei ser um gesto nobre e ousado subir em cima de uma calçada tão
rapidamente daquela forma e entregar alimento a um estrangeiro. Já o havia
pintado em uma figura heroica pensando se tratar um caso de caridade e meu coração
se enchera de euforia com o gesto até ver o estrangeiro contar o dinheiro e
pagar pela marmita. Murchei!
A figura heroica de
minha cabeça desmoronou então para se reconstruir em uma nova perspectiva
tratava assim de mais um trabalhador que tentava ganhar a vida honestamente
como os demais brasileiros o que não deixa de ser menos heroico( um trabalhador
buscar o próprio sustento e de sua família), mas mostrava que como sempre são
tempos difíceis financeiramente para a população brasileira para ver recursos
financeiros sendo dispostos a caridade em um tempo de crise, insegurança e receio
do futuro devido a pandemia pela população. No entanto ainda era viver sobre o
limite do suficiente (sobrevivência) e
não do transbordante para se ver um
gesto assim tão facilmente.
Ademais nada de extraordinário apenas detalhes simples que
achei uma certa graça/ encantamento como uma senhora já com as marcas de
expressão da idade esperava o ônibus e deva risada enquanto olhava para o
celular. Eu realmente imaginava o que ela poderia estar vendo lá de tão
engraçado que a entusiasmava. Achei graça naquele sorriso simples e gracioso
marcado com os sinais de expressão que a vida lhe dera. Havia também uma outra
senhora de idade que parecia que estava a lagartiar debaixo do sol, isto é, se
nutrindo do calor deste se deleitando. E me parecia estar bastante agradável
pelo julgar de sua expressão satisfeita.








Nenhum comentário:
Postar um comentário